terça-feira, 25 de maio de 2010

O Porteiro do Puteiro


Não havia no povoado pior ofício do que 'porteiro do puteiro'.
Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?
O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever,
não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.
Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de idéias,  criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.
Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.
Ao porteiro disse:
- A partir de hoje, o Senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal
Onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, Senhor - balbuciou - mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas Senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida  inteira, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo Senhor.
Vamos Dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer.
Eu sinto muito e que tenha sorte.
Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora.
O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?
Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.
Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.
Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.
Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.
Como o povoado não tinha Casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra.
E assim o fez.
No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar ... já que.. 
 - Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
 - Se é assim, está bom.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a Casa de ferragens  mais próxima
está a dois dias mula de viagem.
- Façamos um trato - disse o vizinho.
Eu pagarei os dias de Ida e volta  mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias...aceitou.
Voltou a montar na sua mula e viajou.
No seu regresso, outro vizinho o  esperava na porta de sua Casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo.
Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem,  mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo
Para viajar para fazer compras.
Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda,
Um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora.  
E nosso amigo guardou as palavras que escutara: 'não disponho de tempo para viajar para fazer compras'.
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.
Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido..
De fato, poderia economizar algum tempo em viagens.
A notícia começou a  se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viajem, faziam  encomendas.
Agora, como vendedor de ferramentas,
Uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.
Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois,  comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira  loja de ferragens do povoado.
Todos estavam contentes e compravam dele.
Já não viajava, os fabricantes  lhe enviavam seus pedidos.
Ele era um bom cliente.
Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, do que gastar dias em viagens.
Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro
E pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos.
E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc ...
E após foram os pregos e os parafusos...
Em poucos anos, nosso amigo se  transformou, com seu trabalho, em um Rico e próspero fabricante de ferramentas.
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado.
Nela, além de ler e escrever,  as crianças aprenderiam algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse:
- É com Grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura
na primeira página do Livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem.
Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou  analfabeto.
- O Senhor?!?! - disse o prefeito sem acreditar.
O Senhor construiu um  império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado.
Eu pergunto:
- O que teria sido do Senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder - disse o homem com calma.
Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO!!!

Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.
As adversidades podem  ser bênçãos.
As crises estão cheias de oportunidades.
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água:
'A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna'.
Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas.
Quando você quiser saber o seu valor, procure pessoas capazes de entender seus medos e fracassos e,
acima de tudo, reconhecer suas virtudes.
Grande Abraço e um Abençoado dia!
Enviado pela amiga Filó
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segunda-feira, 24 de maio de 2010

"A Gratidão de quem recebe um benefício é sempre menor que o prazer daquele que o faz."(Machado de Assis)
eca

sábado, 22 de maio de 2010

QUANTO VALE UM AMIGO? QUEM SOMOS OU O QUE SOMOS?

Bom dia a todos os amigos que acompanham nosso blog, são 02:24 hs da manhã deste sábado, dia 22/05/2010 e estou aqui fazendo algumas reflexões. Fico a pensar nas coisas que cada um de nós busca na vida. Obviamente que cada um busca uma coisa diferente. As necessidades e sonhos são diferentes.

Vivemos uma cultura do ter e não do ser. As pessoas nos julgam pelo que temos e não pelo que somos. A vestimenta, o carro que andamos, a forma com que falamos chegam antes de nós. Se você for bem vestido a uma loja os vendedores vão correr para lhe atender, mas se você for mal vestido terá dificuldade em ser atendido. O que realmente somos?

Vivemos uma vida a 150 km por hora. As vezes paramos para pensar e chegamos a conclusão que muita coisa importante foi deixada para trás, e quando menos esperamos não da mais tempo de recuperar.

Será que o dinheiro é tudo? Gastamos nossa saúde para conseguir dinheiro, e depois gastamos o dinheiro para tentar conseguir saúde. Será que á vida se resume só nisso?

Na busca pelo poder ( pelas posições, sejam políticas, sejam corporativas, sindicais e até em nossa corporação) perdemos amigos, magoamos pessoas. Vale a pena?

Lembro que depois da eleição de 2006 eu fui convidado para uma solenidade em uma entidade de nossa classe e nos bastidores um grupo de diretores confabulava se deveria me deixar ter um lugar a mesa ou não.Uns diziam:ele é uma liderança, teve quase 60 mil votos, outro dizia: mas não é mais deputado, (veja como somos pequenos – um lugar a mesa muda a vida de quem? ). Voltamos a cultura de quem somos e não do que somos.

Mas, a melhor escola sempre é a vida. Ela nos mostra valores que estão acima de muitos valores. Amigos de verdade não tem preço. Mais vale uma amizade verdadeira do que uma centena de falsos amigos. Amigo de verdade chora junto, sofre junto, se preocupa com o outro. Ao amigo não é preciso explicar nada, afinal ele te conhece; ao inimigo não adianta explicar, sempre haverão mais porquês e porquês.

Nos momentos difíceis da vida nos lembramos de ter uma relação mais intima com Deus. Pedimos socorro, oramos, choramos. Mas passado o sufoco, voltamos a viver a 150 km por hora e vamos nos lembrar de Deus somente na próxima aflição. É como aquela história do quartel:” Quando o cidadão está em perigo ele clama a Deus e chama a polícia, passado o perigo ele se esquece de Deus e amaldiçoa a polícia”. Mas a policia somos nós e pronto. A amamos, vivemos e morremos por ela.

Quem de nós nunca passou momentos de aflição, de tristeza, de solidão? Existem momentos em nossa vidas em que caímos, nos machucamos muito, nossa alma está ferida, chegamos ao fundo. Nos sentimos impotentes, incapazes, perdidos, acabados. Os “amigos” somem.

Tem um texto na bíblia que gosto muito. Ele relata a aflição do Rei Davi, que nos momentos de aflição olhava para o alto e pedia socorro: “Elevo os olhos para os montes, de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do senhor que fez o céu e a terra”(salmos 121, 1 e 2).

Amigos, sempre haverá solução para o que parece insolúvel. Haverá resposta para nossas aflições e angustias. Existe um conceito para a palavra milagre: coisas quem não se explicam.

Não sei se sua semana foi boa ou ruim, se foi a melhor de sua vida ou talvez a pior semana de sua vida. Não sei se sua vida parece um nó sem nenhuma chance de desatar.

Mas repito dizendo: milagres são coisas que não se explicam. Talvez seja a hora de cada um de nós viver o seu milagre.

Termino as 03:10 da manha desejando a todos vocês um bom final de semana.

Postado por: blog do Cabo Júlio
Fonte: http://blogdocabojulio.blogspot.com
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O CÃO


Um açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso
quando um cachorro entrou. 
Ele espantou o cachorro,
mas logo o cãozinho voltou.
Novamente ele tentou espantá-lo,
foi quando viu que
o animal trazia um bilhete na boca.
 Ele pegou o bilhete e leu:
- Pode me mandar 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor.
Assinado....   Ele olhou e viu que dentro da boca do cachorro havia
uma nota de 50 Reais. Então ele pegou o dinheiro, separou as
salsichas e a perna de carneiro, colocou numa embalagem plástica,
junto com o troco, e pôs na boca do cachorro.
O açougueiro ficou impressionado e como já era
mesmo hora de fechar o açougue, ele
decidiu seguir o animal.

O cachorro desceu a rua, quando chegou ao
cruzamento deixou a bolsa no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal. 

Esperou pacientemente com o saco na
boca até que o sinal fechasse e ele pudesse atravessar a rua.

O açougueiro e o cão foram caminhando pela rua, até que o cão parou  em uma casa e pôs as compras na calçada.
Então, voltou um pouco, correu e se atirou contra a porta.
Tornou a fazer isso. Ninguém respondeu na casa.

 Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo,
foi até a janela e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes.
Depois disso, caminhou de volta para a porta, e foi quando
alguém abriu a porta e começou a bater no cachorro.

 O açougueiro correu até esta pessoa e o impediu, dizendo:
-'Por Deus do céu,o que você está fazendo?
O seu cão é um gênio!'

A pessoa respondeu:
- 'Um gênio?
Esta já é a segunda vez esta semana que este estúpido ESQUECE a chave!!!'


Moral da História:
' Você pode continuar excedendo às
expectativas, mas para  os olhos de alguns, você estará sempre
abaixo do esperado'   Qualquer um pode suportar a adversidade, mas
se quiser testar o caráter de alguém, dê-lhe o poder.

Se  algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não
é o de um profissional, lembre-se:
Amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic.

Quem conhecem os outros é inteligente.
Quem conhece a si
mesmo é iluminado.
Quem vence os outros é forte.
Quem vence a si mesmo é invencível!!
desconhecemos a autoria
enviado pelo amigo Sd Cardoso
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quarta-feira, 12 de maio de 2010

A banana e a vida

A história é muito antiga, mas não menos curiosa.

Algumas tribos africanas utilizam um engenhoso método para capturar macacos. Como estes são muito espertos e vivem saltando nos galhos mais altos das árvores, os nativos desenvolveram o seguinte sistema:

1) Pegam uma cumbuca de boca estreita e colocam dentro dela uma banana.

2) Em seguida, amarram-na ao tronco de uma árvore frequentada por macacos, afastam-se e esperam.

3) Após isso, um macaco curioso desce, olha dentro da cumbuca e vê a banana.

4) Enfia sua mão, apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue retirar a banana.

Surge um dilema: se largar a banana, sua mão sai e ele pode ir embora livremente, caso contrário, continua preso na armadilha.

Depois de um tempo, os nativos voltam e, tranqüilamente, capturam os macacos que teimosamente se recusam a largar as bananas.

O final é meio trágico, pois os macacos são capturados para servirem de alimento.

Você deve estar achando inacreditável o grau de estupidez dos macacos, não é? Afinal, basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para a panela.

Fácil demais... O detalhe deve estar na importância exagerada que o macaco atribui à banana. Ela já está ali, na sua mão... parece ser uma insanidade largá-la.

Essa história é engraçada, porque muitas vezes fazemos exatamente como os macacos.

Você nunca conheceu alguém que está totalmente insatisfeito com o emprego, mas insiste em permanecer mesmo sabendo que pode estar cultivando um enfarto? Ou alguém que trabalha e não está satisfeito com o que faz, e ainda assim faz apenas pelo dinheiro?

Ou casais com relacionamentos completamente deteriorados que permanecem sofrendo, sem amor e compreensão? Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas, que adiam um novo caminho que poderia trazer de volta a alegria de viver?

Ou mesmo uma amizade, que você deixou de lado ou se amargurou por um instante e que pode ser reatada com um simples telefonema?

Pense nisso.

► A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana - que, apesar de estar na nossa mão, pode levar-nos direto à panela.

desconhecemos a autoria
eca