domingo, 12 de dezembro de 2010

Desmilitarização das Polícias Militares


Um anônimo postou um comentário muito interessante na postagem do blog sobre "Desmilitarização das Polícias Militares", de forma que resolvi publicá-lo aqui na página principal. Veja:
Mais uma fez vou manifestar-me sobre este assunto. Acabei de ler alguns dos comentários e vejo que a desmilitarização se torna cada vez mais forte, pois não há argumento válido para se manter o modelo atual.

Quero contar uma estória da carochinha. Era uma vez um senhor chamado "estado", que necessitava vigiar toda sua terra, pois era um grande feudo. Incumbiu ao seu chefe de caça que desenvolvesse uma arma capaz de vigiar toda sua propriedade, prometendo-lhe muitas recompensas, principalmente títulos de nobreza.

Então o chefe de caça procurou entre os súditos do reino uma classe de pessoas que se interessase em defender o reino, mas sua procura foi em vão. Quem em sã consciência defenderia aquele vasto reino em troca de tão pouco,um prato de ração e local para dormir?

Já decepcionado, viu em um certo animal, o cão, a capacidade de cumprir esta ardua missão e começou então a adestrá-los, constatando que o animal era muito eficiente, uma vez que trabalhava o dia todo sem reclamar.

O tempo foi passando e os cães foram se afeiçoando ao senhor feudal. O chefe de caça, não gostando da atitude dos animais, resolveu infligir-lhes tratamento agresivo. Todo dia, quando passava perto deles, chutava-lhes a cara, dava-lhes choque, retirava o prato de comida no meio de sua refeição, fazia com que corressem o dia inteiro, preparando-os fisicamente, mas enfraquecendo sua capacidade de reação.

Os animais chegaram a uma fadiga mental tão grande que não mais reconheciam a quem deveriam proteger, pois estavam mecanizados a atacar a todos que chegavam perto do feudo, inclusive aos súditos. Alguns cães foram sacrificados, outros presos em canis, e os que ainda restaram estavam mentalmente doentes, muitos dos quais queriam fugir, mas já estavam velhos e não sobreviveriam fora do feudo. Mas também haviam os que gostavam do chefe de caça, uma vez que sempre cumpriam sua missão e recebiam mordomias e, dessa forma, permaneceram fortes, bem visíveis, prontos a agir, pois ladravam toda vez que um cão tentava escapar do feudo; abanavam sempre o rabo quando o chefe de caça pasava perto dele, como que dizendo, estou aqui, senhor.

fonte: www.universopolicial.com
eca

O Dínamo de Kiev. A Seleção de Futebol que preferiu morrer a entregar o resultado...nos anos quarenta.


Na Ucrânia, os jogadores do FC Start (nome clandestino do Dínamo de Kiev), hoje, são heróis da pátria e o seu exemplo de coragem é ensinado nos colégios. Os possuidores de entradas daquela fatídica partida têm direito a assento gratuito no estádio do Dínamo de Kiev


 
A história do futebol mundial inclui milhares de episódios emocionantes e comoventes, mas seguramente nenhum seja tão terrível como o protagonizado pelos jogadores do Dinamo de Kiev nos anos 40.

Os jogadores jogaram um partida sabendo que se ganhassem seriam assassinados e, no entanto, decidiram ganhar. Na morte deram uma lição de coragem, de vida e honra, que não encontra, pelo seu dramatismo, outro caso similar no mundo.

Para compreender a sua decisão, é necessário conhecer como chegaram a jogar aquela decisiva partida, e porque um simples encontro de futebol apresentou para eles o momento crucial das suas vidas.





Tudo começou em 19 de setembro de 1941, quando a cidade de Kiev (capital ucraniana) foi ocupada pelo exército nazista, e os homens de Hitler aplicaram um regime de castigo impiedoso e arrasaram tudo.
A cidade converteu-se num inferno controlado pelos nazistas, e durante os meses seguintes chegaram centenas de prisioneiros de guerra, que não tinham permissão para trabalhar nem viver nas casas, assim todos vagavam pelas ruas na mais absoluta indigência. Entre aqueles soldados doentes e desnutridos, estava Nikolai Trusevich, que tinha sido goleiro do Dinamo.

Josef Kordik, um padeiro alemão, a quem os nazistas não perseguiam, precisamente pela sua origem, era torcedor fanático do Dinamo. Um dia caminhava pela rua quando, surpreso, olhou para um mendigo e de imediato se deu conta de que era o seu ídolo: o gigante Trusevich.

Ainda que fosse ilegal, mediante artimanhas, o comerciante alemão enganou aos nazistas e contratou o "guarda redes" para que trabalhasse na sua padaria. A sua ânsia por ajudá-lo foi valorizada pelo jogador, que agradecia a possibilidade de se alimentar e dormir debaixo de um teto. Ao mesmo tempo, Kordik emocionava-se por ter feito amizade com a estrela da sua equipe.

Na convivência, as conversas sempre giravam em torno do futebol e do Dinamo, até que o padeiro teve uma ideia genial: encomendou a Trusevich que em lugar de trabalhar como ele, amassando pães, se dedicasse a buscar o resto dos seus colegas. Não só continuaria pagando-lhe, como juntos podiam salvar os outros jogadores.

Percorreu o que restara da cidade devastada dia e noite, e entre feridos e mendigos foi descobrindo, um a um, os seus amigos do Dinamo. Kordik deu trabalho a todos, esforçando-se para que ninguém descobrisse a manobra. Trusevich encontrou também alguns rivais do campeonato russo, três jogadores do Lokomotiv, e também os resgatou. Em poucas semanas, a padaria escondia entre os seus empregados uma equipe completa.

Reunidos pelo padeiro, os jogadores não demoraram em dar o seguinte passo, e decidiram, alentados pelo seu protetor, voltar a jogar. Era, além de escapar dos nazistas, a única coisa que bem sabiam fazer. Muitos tinham perdido as suas famílias nas mãos do exército de Hitler, e o futebol era a última sombra mantida das suas vidas anteriores.

Como o Dinamo estava enclausurado e proibido, deram um novo nome para aquela equipe. Assim nasceu o FC Start, que através de contatos alemães começou a desafiar a equipes de soldados inimigos e seleções formadas no III Reich.

Em 7 de junho de 1942, jogaram a sua primeira partida. Apesar de estarem famintos e cansados por terem trabalhado toda a noite, venceram por 7 a 2. O seu rival seguinte foi a equipe de uma guarnição húngara, ganharam de 6 a 2. Depois meteram 11 gols em uma equipe romena.
A coisa ficou séria quando em 17 de julho enfrentaram uma equipe do exército alemão e golearam por 6 a 2. Muitos nazistas começaram a ficar chateados pela crescente fama do grupo de empregados da padaria e buscaram um time melhor para ganhar deles. Trouxeram da Hungria o MSG com a missão de derrotá-los, mas o FC Start goleou mais uma vez por 5 a 1, e mais tarde, ganhou de 3 a 2 na revanche.

Em 6 de agosto, convencidos da sua superioridade, os alemães prepararam um time com membros da Luftwaffe( força aérea alemã), o "Flakelf", que era um grande time, utilizado como instrumento de propaganda de Hitler.
Os nazistas tinham resolvido buscar o melhor rival possível para acabar com o FC Start, que já gozava de enorme popularidade entre o sofrido povo refém dos nazistas. A surpresa foi grande, porque apesar da violência e falta de desportivismo dos alemães, o Start venceu por 5 a 1.

Depois desta escandalosa queda da equipe de Hitler, os alemães descobriram a manobra do padeiro. Assim, de Berlim chegou uma ordem de acabar com todos eles, inclusive com o padeiro, mas os militares nazistas locais não se contentaram com isso. Não queriam que a última imagem dos russos fosse uma vitória, porque acreditavam que, se fossem simplesmente assassinados, não fariam nada mais que perpetuar a derrota alemã.

A superioridade da raça ariana, em particular no desporto, era uma obsessão para Hitler e os altos comandos. Por essa razão, antes de fuzilá-los, queriam derrotar o time num jogo.

Com um clima tremendo de pressão e ameaças por todas as partes, anunciou-se a revanche para 9 de agosto, no repleto estádio Zenit. Antes do jogo, um oficial da SS entrou no vestiário e disse em russo: -"Vou ser o juiz do jogo, respeitem as regras e saúdem com o braço levantado", exigindo que eles fizessem a saudação nazista.

Já no campo, os jogadores do Start (camisa vermelha e calção branco) levantaram o braço, mas no momento da saudação, levaram a mão ao peito e no lugar de dizer: -"Heil Hitler !", gritaram - "Fizculthura !", uma expressão soviética que proclamava a cultura física.






Os alemães (camisa branca e calção negro) marcaram o primeiro golo, mas o Start chegou ao intervalo do segundo tempo ganhando por 2 a 1. Receberam novas visitas ao vestiário, desta vez com armas e advertências claras e concretas:

-"Se vocês ganharem, não sai ninguém vivo". Ameaçou um outro oficial da SS. Os jogadores ficaram com muito medo e até propuseram-se a não voltar para o segundo tempo. Mas pensaram nas suas famílias, nos crimes que foram cometidos, na gente sofrida que nas arquibancadas gritava desesperadamente por eles e decidiram, sim, jogar.

Deram um verdadeiro baile nos nazistas. E no final da partida, quando ganhavam por 5 a 3, o atacante Klimenko ficou cara a cara com o arqueiro alemão. Deu-lhe um drible deixando o coitado estatelado no chão e ao ficar em frente a trave, quando todos esperavam o gol, deu meia volta e chutou a bola para o centro do campo. Foi um gesto de desprezo, de deboche, de superioridade total. O estádio veio abaixo...

Como toda Kiev poderia a vir falar da façanha, os nazistas deixaram que saíssem do campo como se nada tivesse ocorrido. Inclusive o Start jogou dias depois e goleou o Rukh por 8 a 0. Mas o final já estava traçado: depois desta última partida, a Gestapo visitou a padaria.

O primeiro a morrer torturado em frente a todos os outros foi Kordik, o padeiro. Os demais presos foram enviados para os campos de concentração de Siretz. Ali mataram brutalmente a Kuzmenko, Klimenko e o Trusevich, que morreu vestido com a camiseta do FC Start. Goncharenko e Sviridovsky, que não estavam na padaria naquele dia, foram os únicos que sobreviveram, escondidos, até a libertação de Kiev em novembro de 1943. O resto da equipe foi torturado até a morte.

Ainda hoje, os possuidores de entradas daquela partida têm direito a um assento gratuito no estádio do Dinamo de Kiev. Nas escadarias do clube, custodiado em forma permanente, conserva-se atualmente um monumento que saúda e recorda aqueles heróis do FC Start, os indomáveis prisioneiros de guerra do Exército Nazista aos quais ninguém pôde derrotar durante uma dezena de históricas partidas, entre 1941 e 1942.

Foram todos mortos entre torturas e fuzilamentos, mas há uma lembrança, uma fotografia que, para os torcedores do Dinamo, vale mais que todas as jóias em conjunto do Kremlin. Ali figuram os nomes dos jogadores. Abaixo a única foto que se conserva da heróica equipa do Dinamo e o nome dos seus jogadores. Goncharenko e Sviridovsky, os únicos sobreviventes, junto ao monumento que recorda os seus colegas.






Na Ucrânia, os jogadores do FC Start hoje são heróis da pátria e o seu exemplo de coragem é ensinado nos colégios.

No estádio Zenit uma placa diz "Aos jogadores que morreram com a cabeça levantada ante o invasor nazista".

eca

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Quem é o seu amante?


" Muitas pessoas tem um amante e outras gostariam de ter um.
Há também as que não tem, e as que tinham e perderam".
Geralmente,
são essas últimas que vem ao meu consultório,
para me contar que estão tristes
ou que apresentam sintomas típicos de insônia,
apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.

Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver
e que não sabem como ocupar seu tempo livre.
Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.

Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme:
"Depressão",
além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.

Assim, após escutá-las atentamente,
eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um
AMANTE!!!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas
ao receberem meu conselho.

Há as que pensam:
"Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas"?!
Há também as que, chocadas e escandalizadas,
se despedem e não voltam nunca mais.

Aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:
"AMANTE"
é aquilo que nos
"apaixona",
é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono,
é também aquilo que, às vezes, nos
impede de dormir.

O nosso "AMANTE "
é aquilo que nos mantém distraídos
em relação ao que acontece à nossa volta.
É o que nos mostra o sentido e a
motivação da vida.

Às vezes encontramos o nosso
"AMANTE"
em nosso parceiro,
outras,
em alguém que não é nosso parceiro,
mas que nos desperta as maiores
paixões e sensações incríveis.
Também podemos encontrá-lo
na pesquisa científica ou na literatura,
na música, na política,
no esporte, no trabalho,
na necessidade de transcender espiritualmente,
na boa mesa, no estudo
ou no prazer obsessivo do passatempo predileto....

Enfim,
é "alguém!" ou "algo"
que nos faz "namorar a vida"
e nos afasta do triste destino de
"ir levando"!..

E o que é "ir levando"?
Ir levando é ter medo de viver.
É o vigiar a forma como os outros vivem,
é o se deixar dominar pela pressão,
perambular por consultórios médicos,
tomar remédios multicoloridos,
afastar-se do que é gratificante,
observar decepcionado
cada ruga nova que o
espelho mostra,
é se aborrecer com o calor ou com o frio,
com a umidade,
com o sol ou com a chuva.

Ir levando
é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje,
fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão,
de que talvez possamos realizar algo amanhã*.

Por favor, não se contente com
"ir levando";
procure um amante,
seja também um amante e um protagonista
... DA SUA VIDA!


Acredite:
O trágico não é morrer,
afinal a morte tem boa memória,
e nunca se esqueceu de ninguém.
O trágico é desistir de viver...
Por isso, e sem mais delongas,
procure um amante ...

A psicologia após estudar muito sobre o tema,
descobriu algo transcendental:


"PARA  ESTAR SATISFEITO, ATIVO
E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ,
É PRECISO NAMORAR A VIDA".

Jorge Bucay - Psicólogo 
eca 

sábado, 27 de novembro de 2010

O QUE É SUCESSO?

A vida da gente é sempre uma busca pelo SUCESSO!!!!
Mas será que é só isso?

Aos 02 anos sucesso é: conseguir andar.      
 



  







Aos 04 anos sucesso é: não fazer xixi nas calças.   
 
 










 





Aos 12 anos sucesso é: ter amigos. 

 

Aos 18 anos sucesso é: ter carteira de motorista. 

 















Aos 20 anos sucesso é: fazer sexo. 

 
















Aos 35 anos sucesso é: dinheiro. 



   

Aos 50 anos sucesso é: dinheiro. 

 


   
















Aos 60 anos sucesso é: fazer sexo. 

  
 











Aos 70 anos sucesso é: ter carteira de motorista. 

  

















Aos 75 anos sucesso é: ter amigos. 
  
















Aos 80 anos sucesso é: não fazer xixi nas calças. 
  

 















Aos 90 anos sucesso é: conseguir andar.






















ASSIM É A VIDA....
...NÃO LEVAMOS NADA DESSA VIDA, PARA QUE PERDER TEMPO COM MALDADE, COM FALSIDADE, COM FALTA  DE AMOR... TODOS TEREMOS O MESMO DESTINO, INDEPENDENTEMENTE DA CONDIÇÃO FINANCEIRA, DA CLASSE SOCIAL; PORTANTO , AME , BRINQUE , PERDOE E APROVEITE A VIDA.... SEJA FELIZ!!!!!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Uma flagrante desigualdade entre PM, DFM e Dispensado por motivo de saúde


*José Luiz Barbosa

As medalhas, comendas, títulos e condecorações enaltecem a vaidade, mas não se sobrepõem ao espírito. Muitos coronéis no passado recente, talvez tenham confundido fortalecer, valorizar, liderar e respeitar a instituição mais do que os homens que a integram, não por maldade ou tirania, mas muito pelo desconhecimento e ignorância do papel do policial-cidadão e da instituição-estado. 
Afirmo isto com um certo pesar e tristeza, pois até hoje em nossa cultura legislativa, ainda legislam para proteger o estado, como se o estado fosse um personagem sem a existência de seus cidadãos, no caso e com razão de ser "os policiais", que são sujeitos de direitos e deveres sem nenhuma distinção, mas com um plus inerente a profissão, o de sacrificar sua vida  para proteger a de seus concidadãos, e esta trajetória da realidade, pode ser vista, assistida e até testemunhada por vídeos espalhados pela internet e estampada todos os dias nos jornais.
Pois bem! por obra do acaso, houve um cabo, que me pediu esclarecimento, sobre suas condições para exercer o direito de ascensão na carreira nos seguintes termos: está amparado em atestado da junta central de saúde (JCS), com dispensa por motivo de saúde, sua dispensa já perdura por 2 (dois) anos, contudo foi-lhe informado pela administração que estava impedido de frequentar o CEFS, ou seja com sua capacidade laborativa residual em plenas condições  de ajustamento e com maior potencial de aproveitamento teve sua inscrição vedada, sob este argumento.
Em uma consulta detida e bem crítica, e com visão aguçada no espírito da norma, saltou-nos aos olhos a incoerência no tratamento e na discriminação no trato de uma questão tão importante e crucial para a preservação da força de trabalho e redução de gastos no sistema de sáude e da previdência, como o que vislumbramos entre os dispensados definitivamente e os dispensados provisórios, como prescrito na resolução 4068/10, diretrizes de educação da Polícia Militar  - DEPM, que dispõe sobre cursos na Polícia Militar.
Para demonstrar esta disparidade, sabemos que o dispensado definitivo ou popularmente conhecido como DFM, gozam de um tratamento especial,  para poder frequentar os cursos para progressão na carreira, nada mais do que justo, ao contrário dos militares dispensados também por motivo de saúde, mas provisoriamente, e exercendo atividade compatível com sua capacidade residual laborativa,  que se encontram impedidos de se inscrever para sua vaga, sua vaga sim, pois inclusive, se formos apreciar a finalidade da lei de promoções por tempo de serviço, veremos que é exatamente para aproveitar toda a força de trabalho investindo em educação profissional para melhoria do serviço de segurança pública, o  que permite a convocação para o curso especial de formação de sargentos, CEFS, ou seja traduzindo a vaga já é destinada pela natureza lógica da lei a um determinado Cabo, de acordo com sua classificação por tempo de serviço na graduação previsto no almanaque.
Então por que razões se impede um profissional de ascender a carreira, se além  de sua capacidade residual laborativa, poderá a qualquer momento ter sua saúde completamente restabelecida, em total contradição com o profissional DFM, que já tem mais limitações e até mais restrições laborais de natureza definitiva, mas com o intuito de mitigar os efeitos da vedação,  em outro dispositivo garante-se vaga para curso subsequente, com retroação na antiguidade do curso que deveria frequentar, ou seja, entrará na mesma ordem de antiguidade de seus antecessores, vemos assim que a norma está sendo aplicada em frontal desrespeito a vontade do legislador.
Temos muitos talentos sendo subaproveitados e até sendo mal e inadequadamente empregados, e uma organização para crescer e se transformar para cumprir sua vocação, tem o dever de investir nas melhores e mais  modernas técnicas e métodos de educação, e não em um caminho mais seguro, curto e com poucas chances de prosperar, o melhor e mais acertado é pensar em investir no homem cada vez mais e com qualidade, na exata proporção que se almeja a melhoria da segurança pública, com reflexos na redução da criminalidade e na qualidade da prevenção dos delitos e atos anti sociais.
Que esta breve e modesta opinião, possa ser avaliada como uma proposta para revermos normas que restrinja, impedeça, limite ou proíba os policiais militares de sonhar com a possibilidade de galgar promoções e de se apropriar do saber, pois sempre haverá talentos anônimos e silenciosos no tecido de organizações que aspiram sobreviver e assegurar seu futuro.

Sgt da PMMG - ex-membro da comissão do anteprojeto do código de ética e disciplina dos militares de Minas Gerais - bacharel em direito pela UNIFEMM - Presidente da Associação Cidadania e Dignidade - Palestrante e conferencista sobre legislação disciplinar e disposições constitucionais, liberdades públicas e garantias fundamentais, política, polícia e sociedade, direitos humanos como filosofia de uma polícia cidadã.

eca