quarta-feira, 10 de novembro de 2010

SEM SEXO ATÉ O FINAL DE 2010

Eu nunca havia entendido porque as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes.
Nunca tinha entendido isso de 'Marte e Vênus'.
E nunca tinha entendido porque os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.
Uma noite, na semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama.
Bem, começamos a ficar a vontade, fazer carinhos, provocações, o maior 'T' e, nesse momento, ela parou e me disse:
- Acho que agora não quero, só quero que você me abrace...
Eu falei:
 - O QUEEE???
Ela falou:
- Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher.
Comecei a pensar no que podia ter falhado. No final, assumi que aquela noite não ia rolar nada, virei e dormi. No dia seguinte, fomos ao shopping.
Entramos em uma grande loja de departamentos. Fui dar uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como estava difícil escolher entre um ou outro, falei para comprar os três. Então, ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem a R$ 200,00 cada par. Respondi que tudo bem.
Depois fomos a seção de joalheria, onde gostou de uns brincos de diamantes e eu concordei que comprasse. Estava tão emocionada!!! Deveria estar pensando que fiquei louco. Acho até que estava me testando quando pediu uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga.. Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim. Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso. Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz! Quando ela falou:
- Vamos passar no caixa para pagar, amor?
Daí eu disse:
- Acho que agora não quero mais comprar tudo isso, meu bem...Só quero que você me abrace.
Ela ficou pálida! No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei:
- Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras de homem... Vinguei-me! Mas acredito que o sexo acabou pra mim até o Natal de 2010…

Luis Fernando Veríssimo
eca 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Duas Polícias: A dos Oficiais e a dos Praças - Bel. Fábio Brito - Consultor e Assessor Jurídico - ASPRA-BA‏



Inicialmente, cumpre aduzir que a Polícia Militar é composta por duas polícias distintas: Uma tratada com ferro e fogo e a outra recebedora apenas de benesses...

De um lado, os Oficiais com toda sua pompa e glória, e do outro, quem de fato realiza o trabalho sujo e pesado: os Praças, ou seja, os míseros Soldados e Sargentos...As verdades em epígrafe podem facilmente ser constatadas ao final de uma carreira de serviços prestados: O Soldado em 20 (vinte) anos de serviço continua sendo Soldado, todavia, um Tenente, por exemplo, com igual tempo de serviço, já recebeu no mínimo 02 (duas) ou 03 (três) promoções, chegando ao posto de Major ou Tenente Coronel.

Os vencimentos de um tenente, por exemplo, chegam a ser umas 04 (quatro) vezes superior ao salário recebido por um Sargento ou soldado.
Se a concepção sociológica é de que o código penal é o código dos pobres, não por que os proteja, mas por que somente sobre estes recaem o rigor de suas penas e normas, por outro lado, posso afirmar que o Código Penal Militar é o código dos praças...

É paradoxal um profissional que é treinado para fazer cumprir a Lei, se encontrar diante de um governo que não cumpre as próprias Leis que edita. Temos como exemplo a Lei de Anistia dos Policiais Militares que fizeram Greve no Brasil, há muito Sancionada pelo Presidente Lula, cumprida inclusive em alguns Estados, todavia, o Governo Wagner insiste em andar à margem da Lei e ao arrepio da Consituição Federal. Na Bahia ninguém foi reintegrado.

Os Policiais Militares tem regime próprio. Mas, nem isso é cumprido pelos \"senhores de engenho\". Para se ter uma idéia, a Lei 7.990/2001 - Estatuto dos Policiais Militares e a Lei 7.145/1997- Lei da GAP, determinam que os Policiais trabalhem em regime de 40 horas semanais e 160 mensais. Só letras frias e mortas. Todo trabalhador é sujeito de direito e deveres. Policial meus amigos, é escravo e se for militar é pior ainda: é sujeito apenas de deveres.

Os policiais militares são submetidos a carga horária desumana. Chegando a trabalhar quase 200 (duzentas) horas mensalmente. Escalas escravagistas de 12x48; 24x72 e por aí vai...
Quando chega próximo do carnaval é que a vida dos policiais se torna um verdadeiro pesadelo. São obrigados a trabalhar cinco dias consecutivos por míseros R$400, isso no caso dos praças, por que os senhores de engenho, digo, os oficiais, após o carnaval, estão milionários... com suas diárias gordas, recebidas através do suor e do trabalho alheio...

Praças? Fazem escada para os Oficiais subirem. Prendem bandidos, muitas vezes são presos também... (Daniel Soares, Laranjeira, os colegas da 37ª e os cinco pm\'s de Feira de Santana que o digam). PM\'s meus amigos, matam e morrem todos os dias... E sabem quem leva a glória? Eles, os Oficiais.

Falar nisso: Vocês já viram algum praça ser promovido por merecimento? NUNCA!

Promoção de Oficiais por merecimento? Todos os anos centenas de oficiais são promovidos por antiguidade e merecimento.

O soldado é obrigado a assistir os Aspirantes e Tenentes se tornarem Coronéis, enquanto ele coitado... morre soldado, emendado...
Como disse, temos duas polícias: A dos Oficiais, com seus carros luxuosos e morando em condomínios de luxo e a dos praças, sargentos e soldados, dividindo o \"busão\" e a favela com os traficantes e assaltantes. O rio só corre para o mar. É assim desde 1.500... desde a época de Cristo...

Praças ao final da carreira: Depressão, suicídio, alcoolismo, varizes, diabetes, hipertensão e uma mísera aposentadoria.
Oficiais ao final da carreira: Major, Tenente Coronel e Coronel e muitos símbolos nos Contracheques: CET, DAI, DAS, DAZ ($$) ... Juventude, saúde, Aposentadoria de mais de R$20.000, (vinte mil reais)... Não? O Diário Oficial do Estado não me deixa mentir, Leiam. Tudo isso meus amigos, institucionalizado e com a permissão do sistema, como bem denuncia o filme Tropa de Elite II.


Bel. Fábio Brito

Consultor e Assessor Jurídico

(71) 8895-3601/3323-0360

Fábio Brito é Bel. em Direito, Especialista em Direito Público e Segurança Pública pela Universidade Federal da Bahia, além de 1º Sargento da Polícia Militar da Bahia e Coordenador de Assuntos Jurídicos da ASPRA-BA.

fonte: BLOG DO LOMEU e Blog da Renata
eca

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

IV SEMINARIO MUNICIPAL DE PREVENÇAO A CRIMINALIDADE DE GOVERNADOR VALADARES

PARTICIPE DO IV SEMINARIO MUNICIPAL DE PREVENÇAO A CRIMINALIDADE DE GOVERNADOR VALADARES

“Fatores de risco e as alternativas para prevenção a criminalidade”

DATA: 12 de novembro de 2010
HORÁRIO: 08:00 as 12:30  h
LOCAL: Auditório do Campus I- Univale- Rua Moreira Sales,850, Bairro Vila Bretas, Governador Valadares-MG
INFORMAÇÕES: 33-32733261 



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

BARRIGA É BARRIGA...


Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais. Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte. Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna:
A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?
Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da preguiça. Passava 4/5 do dia deitado numa rede, bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico viveu 90 anos.
Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde...
E viva o sedentarismo ocioso!!! Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!
Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!! Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA!!! O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO!!!
VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!
Você, menina bonita, tem pneus? Lógico, todo avião tem!
E nunca se esqueçam:
'Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal.´
E lembrem-se sempre:
Celulite quer dizer :
EU SOU GOSTOSA! Em braile!
Arnaldo Jabour
enviado pela amiga Andreia Oliveira 

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O Pequeno Príncipe e a Raposa.


E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu educadamente o Pequeno Príncipe que, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira.
- Quem és tu? Tu és bem bonita!
- Sou uma raposa.
- Vem brincar comigo, estou tão triste.
- Eu não posso brincar contigo, não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.

Mas após refletir, acrescentou:

- Que quer dizer “cativar”?
- Tu não és daqui. Que procuras?
- Procuro os homens. Que quer dizer “cativar”?
- Os homens, têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?
- Não, eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?
- É algo quase sempre esquecido. Significa “criar laços”.
- Criar laços?
- Exatamente. Tu não és ainda para mim, senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.
- Começo a compreender. Existe uma flor… eu creio que ela me cativou…
- É possível. Vê-se tanta coisa na Terra.
- Oh! Não foi na Terra.

A raposa pareceu intrigada:

- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.

Mas a raposa retomou seu raciocínio.

- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
Os teus me chamaram para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo.

A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:

- Por favor… cativa-me!
- Eu até gostaria, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer?
- É preciso ser paciente. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto.

No dia seguinte o principezinho voltou.

- Teria sido melhor se voltasses à mesma hora. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada, descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei à hora de preparar meu coração. É preciso que haja um ritual.
- Que é um “ritual”?
- É uma coisa muito esquecida também. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adotam um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!

Assim o Pequeno Príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou à hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse.
- Quis.
- Mas tu vais chorar!
- Vou.
- Então, não terás ganho nada!
- Terei sim, por causa da cor do trigo.

Depois ela acrescentou:

- Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.

O Pequeno Príncipe foi rever as rosas:

- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora, ela é única no mundo.

E as rosas ficaram desapontadas.

- Sois belas, mas vazias. Não se pode morrer por vós. Um passante qualquer sem dúvida, pensaria que a minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela quem eu reguei. Foi ela quem pus sob a redoma. Foi ela quem abriguei com o pára-vento. Foi nela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi ela quem eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. Já que ela é a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:

- Adeus…
- Adeus. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
- O essencial é invisível aos olhos, repetiu o principezinho, para não se esquecer.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa, repetiu ele para não se esquecer.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse ainda raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa.
- Eu sou responsável pela minha rosa, repetiu o principezinho, para não se esquecer.