quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ASSEPSIA ! -- VC SABE O QUE É ISSO?

Um Militar, com mão de ferro, assumiu o comando do país. 
Em seis meses, dos cerca de 500 mil presidiários sobraram somente 50.
Todos os outros (criminosos confessos) foram fuzilados. 
Todo homem público (político, policial, etc) corrupto foi fuzilado
(Existiam milhares de provas contra eles).

Todos os empresários ladrões foram fuzilados ou fugiram rapido do país. 
Aquela multidão de drogados que ficavam dormindo nas ruas, fugiram 
desesperados para a Malásia, para não terem que trabalhar ou seriam fuzilados.

Tinha uma mensagem de televisão onde o novo governo avisava que o país 
estava com câncer e que a única solução era extirpá-lo. 
Isto é, se algum parente seu foi extirpado, compreenda, ele era um câncer
para a nação.

Depois de ter feito toda a limpeza no país, reorganizado o sistema político, 
judiciário e penal, esse militar convocou eleições diretas e se candidatou 
para presidente.

Venceu as eleições com 100% dos votos. 

Hoje, Cingapura é um dos paises mais seguros de se morar. E um dos mais 
desenvolvidos, e mais seguros que os Arrogantes Estados Unidos, 
Inglaterra, ou Israel.

Já no avião, a ficha de desembarque tem um "DEAD" (morte) bem 
grande em vermelho e a explicação da penalidade sobre o porte 
de drogas. Qualquer droga.

Se zero virgula alguma coisa de cocaína é encontrada, o sujeito ou é sumariamente 
fuzilado, ou é condenado a prisão perpétua com trabalhos forçados.

Um surfista brasileiro, tentou entrar em Cingapura com uma prancha de 
surf recheada de cocaína. Óbvio que ele traçou a sua própria morte. 
E a mãe do jovem traficante apareceu na TV pedindo para o Lula interceder
pelo filho, não adiantou nada. Nem mãe, nem Lula, nem protestos evitaram
o cumprimento da lei.

Nos hoteis, os "Guias da Cidade" tem uma página explicando que a polícia 
de Cingapura garante a integridade física de qualquer mulher 24 horas por 
dia  (isso porque na antiga Cingapura, sem lei e ordem, as mulheres que 
saíam sozinhas eram estupradas e/ou mortas). 

O chiclete é proibido em Cingapura, pelo simples fato de que, se jogados 
no chão sujam as calçadas da cidade. 

Distribuir panfletos, sem chance. Só em lojas e não devem ser entregues às pessoas, 
que, se os quiserem,  pega-os em uma gôndola ou suporte. Jogar no chão então... dá multa cara.

Ano retrasado, a secretária local de um amigo, que estava fazendo um trabalho
por lá, foi seguida pela polícia desde sua casa até o trabalho.

Quando chegou no trabalho ligou a seta do carro para entrar no prédio, a 
polícia deu-lhe sinal para que ela parasse.

Um dos policiais veio até a janela do seu carro e disse: "Como a Sra. sabe, 
estamos fazendo uma campanha de civilidade no trânsito. Multando os infratores 
e dando bônus a quem dirige corretamente. E a Sra., em todo o trajeto da sua 
casa até aqui, não cometeu nenhuma infração.  "Parabéns! Aqui está um cheque 
de 100 dólares cingapurianos (equivalente a cerca de R$ 128,00), peço que a sra. 
assine o recibo, por favor. "


enviado por email pelo amigo Sidney Francisco
desconhecemos a autoria
eca

Traição no Brasil é a que mais cresce no mundo

Traição no Brasil é a que mais cresce no mundo

Por Marina Caruso
  Getty Images
Um levantamento recente feito pela rede social americana Ohhtel.com (espécie de Facebook da traição) mostra que o Brasil é o país em que a infidelidade mais cresce no mundo. Com pouco mais de 100 dias de funcionamento no País, o site da infidelidade discreta – que opera nos Estados Unidos, na Argentina, no Canadá e no Chile – já conta mais de 315 mil usuários.
Isso significa que, por mês, cerca de 80 mil brasileiros se cadastram no site de relacionamento em busca de relações extraconjugais. Nos Estados Unidos, onde a rede social já soma 1,2 milhão de usuários, a adesão mensal não passa de 50 mil pessoas. Na Argentina e no Canadá as médias mensais de adesão são, respectivamente, de 13 mil e 5 mil. Ou seja, o Brasil segue em disparada.
Karen Meohas, gerente de marketing Ohhtel.com no País explica o motivo de um número tão expressivo: “A oportunidade de buscar relações fora do casamento com a segurança de que sua esposa ou marido não vão descobrir é um fator preponderante para essa evolução”. E no Brasil, a maioria dos usuários admitem amar seus companheiros e não querer o divórcio, por isso, o especial sucesso do serviço.

"A monogamia já era": psicanalista e escritora Regina Navarro Lins prevê que, no futuro, o mundo será bissexual

Polêmica até entre os colegas mais liberais, ela tem mais de dez livros, 15 mil seguidores no Twitter e dezenas de pacientes no consultório. Crítica ferrenha à moral e aos bons costumes, Regina é feminista assumida: condena o pacto de exclusividade presente nos casamentos e o cavalheirismo

Por Mayra Stachuk e Marina Caruso. Foto Chris von Ameln*
Chris Von Ameln
De segunda a segunda, a carioca Regina Navarro Lins solta frases polêmicas. “As pessoas não amam umas às outras, mas o fato de estar amando”, “Não posso transar com outro homem só porque estou casada?” e “O cavalheirismo é uma forma de oprimir a mulher disfarçada de gentileza” são algumas das máximas que a psicanalista twitta diariamente. E ela, de fato, acredita em todas. Casada pela terceira vez, com o escritor Flávio Braga, 57 anos, Regina, 62, é exemplo de tudo que prega. “Transo com quem quiser e ele também. Está provado que casamentos abertos são mais felizes”, diz. “Só não pode transformar a relação em confessionário!”
Feminista convicta, Regina é tão liberal que faz com que mesmo nós, mulheres modernas, nos sintamos antiquadas em nossos anseios mais íntimos. Sonhar com o príncipe encantado, esperar que ele abra a porta do carro e acreditar que a fidelidade existe são, segundo a psicanalista, crenças antiquadas que só nos aprisionam e angustiam. “Sofremos por acreditar no mito do amor romântico. Como se a mulher não existisse sem o homem”, afirma. Essa e outras defesas estarão na próxima publicação de Regina, O livro do amor, publicado pela editora Best Seller e previsto para chegar ao mercado no início de 2012. Enquanto finalizava os últimos capítulos, a escritora conversou com Marie Claire em seu apartamento, em Copacabana, no Rio. E provou por A + B que quem tem menos medo de quebrar paradigmas é muito mais feliz. Pelo menos no amor.
MARIE CLAIRE Você defende o fim do amor romântico. O que exatamente quer dizer com isso?
Regina Navarro Lins Quando falo em amor romântico, não estou falando de mandar flores, mas de um amor idealizado, irreal. Você conhece uma pessoa, idealiza e lhe atribui características que ela não tem. Passa a vida toda querendo mudá-la e, no fim, percebe que é impossível. Para piorar, o amor romântico prega uma grande mentira, que é “quem ama não sente desejo por mais ninguém”. Nessa concepção enganosa de amor, não nos apaixonamos pelo outro, mas pela própria paixão. O objeto não importa, desde que nos sintamos extasiados. É um amor egoísta, que só gera sofrimento, mas que, na minha opinião, vai acabar.
MC Mas não é esse o amor que sempre existiu?
RNL O conceito de amor mudou muito durante a história. E é essa trajetória que comprova minha teoria de que o amor romântico está saindo de cena. A primeira concepção surgiu no século 12, com o amor cortês. Só em 1940 o casamento por amor virou um fenômeno de massa, com os filmes de Hollywood. Depois da Segunda Guerra Mundial, no entanto, os jovens passaram a questionar os valores dos pais e, ainda que sem saber, a preparar o terreno para a revolução sexual que aconteceria depois. Em 1962, surgiu a pílula anticoncepcional, que foi o que realmente mudou tudo. Graças a ela, o sexo se dissociou da procriação e a mulher passou a ser dona da própria vida. Hoje, estamos no meio de uma mudança enorme de mentalidade que começou lá atrás. Por isso, posso dizer, com toda a segurança, que o casamento é só uma construção social, um modelo que reproduzimos sem saber por quê.
“Você pode amar uma pessoa e transar com 
outra. Isso não é traição, é apenas tesão”
MC A que convenções você se refere? À monogamia, por exemplo?
RNL Claro! Se você acredita que quem ama não transa com mais ninguém mas, de repente, descobre que seu marido ou namorado transou com alguém, você vai se sentir muito sacaneada. Vai querer morrer. Quando, para mim, é muito mais simples: você pode amar profundamente uma pessoa, ter uma ótima vida sexual com ela e eventualmente ter relação com outra pessoa. Isso geraria bem menos sofrimento do que se imagina.
MC Você é contra o casamento?
RNL Não! Sou contra o pacto de exclusividade. Um casamento pode ser ótimo! Estou casada há 11 anos com o Flávio e é muito bom. Nos meus casamentos anteriores, embora eu sempre tenha me sentido livre, havia uma exigência de fidelidade implícita, que me tolhia e tolhia o outro também. Por isso, acho que hoje eu e o Flávio somos muito mais bem resolvidos. É evidente que não vamos contar nada um para o outro, porque casamento não é confessionário. A minha sexualidade é minha, não dele. O problema dos casamentos normais é que, cedo ou tarde, eles deixam as pessoas infelizes. Sabe qual o percentual de pessoas que se declaram desencantadas com o casamento? 80%! Só de 3% a 5% são realmente felizes. O resto oscila. Ou seja, não é à toa que a monogamia já era.
MC Como começou essa exigência de exclusividade sexual?
RNL Até 5 mil anos atrás, os homens não sabiam que tinham participação na geração de uma criança. Para eles, a fertilidade era exclusivamente feminina. Durante milênios, a ideia de casal foi desconhecida. Viviam todos juntos. Quando os homens abandonaram a caça e domesticaram os animais, perceberam que, se as ovelhas se separassem dos carneiros, não geravam cordeiros; porém, após o carneiro cobrir a ovelha, nasciam filhotes. A contribuição do macho para a procriação foi, enfim, descoberta. E ela coincidiu com o surgimento da propriedade privada. O homem passou a dizer “minha terra”, “meu rebanho” e aprisionou a mulher para não correr o risco de deixar a sua herança para o filho de outro, caso ela pulasse cerca. Esse é o início da exigência de exclusividade sexual, mas era válido só para as mulheres. Isso foi quebrado séculos depois, com a pílula. A mulher passou a decidir quando ter ou não filho e a se lançar no mercado de trabalho. Hoje, vivemos o fim desse desmoronamento. Ainda pode durar mais 100 anos, mas está no fim.


Por Mayra Stachuk e Marina Caruso. Foto Chris von Ameln*
“Existem sinais provando que casais liberais são mais felizes”
MC Então a monogamia está com os dias contados, é isso?
RNL É evidente que eu estou falando de tendências de comportamento, não de mudanças em curto prazo. Hoje, a maioria dos casais pode me achar louca de afirmar que o casamento monogâmico já era. Mas há, no mundo todo, sinais que mostram que casais mais liberais tendem a ser mais felizes. A revista do New York Times deu recentemente a seguinte capa: “Infidelity keeps us together” (A infidelidade nos mantém juntos) . É um exemplo disso.
MC E por que isso nos faria mais felizes?
RNL Nada é garantia de nada. Mas já sabemos que esse modelo que inventamos não deixa as pessoas felizes. Quem casa e opta por se reprimir em respeito ao outro pode pagar um preço muito alto. Você pode até controlar o seu desejo, mas ele vai continuar existindo em algum lugar. Daí, anos depois, você descobre que seu marido não fez o mesmo. Pronto, seu mundo caiu. Agora me diga, com toda a sinceridade: por que quando uma pessoa se casa não pode transar com outra? Historicamente, eu sei que era porque o homem não queria que sua herança fosse de outra pessoa. Mas, fisiologicamente, isso não faz sentido. Está mentindo quem diz que nunca teve tesão por outro além do marido. E mais, sexo é feito bateria de carro: se você não usa, descarrega. Por isso, o casamento monogâmico é o relacionamento no qual menos se faz sexo.
MC É possível amar duas pessoas ao mesmo tempo?
RNL Sim. O que gera sofrimento não é a traição, mas a crença no pacto de exclusividade. E o pior é que a maioria dos meus colegas não vê isso. São um bando de caretas, sabia? Todos, sem exceção, justificam a traição dizendo que o casamento vai mal ou que o amor acabou ou porque um deles quer se afirmar. Gente, não é nada disso! As pessoas têm relação extraconjugal porque variar é bom, não porque o amor acabou! Isso vai completamente na contramão do que se busca hoje: a individualidade. As pessoas querem se testar, se conhecer, perceber seus limites. É por isso que o amor romântico tende a acabar, por pregar o fim da individualidade por respeito ao outro.
MC Que outros sinais mostram que essa mudança já começou?
RNL É só ver a quantidade de casas de suingue que tem por aí, mulheres traindo e assumindo casos, buscando sua felicidade sem se colocar como subestimada. E não são mais pessoas procurando salvar relações falidas. São jovens que vão atrás de prazer e ponto. São tendências que apontam a mudança de mentalidade. Cada vez menos pessoas vão querer se fechar numa relação a dois e optar por relacionamentos mais soltos. Se bobear, minha tataraneta (ela tem uma neta de 15 anos) vai dizer: “Gente, tadinha da minha tataravó, precisava ter um parceiro só para tudo” (risos).
MC O que você está propondo é uma espécie de poliamor?
RNL De certa forma, sim. O poliamor implica ter relações sexuais e afetivas com pessoas diferentes. É assim: eu amo meu marido e transo com ele, mas também posso transar com outras pessoas, ir com elas ao cinema, viajar. Fazer o que quiser, com quem quiser, sem obrigação de exclusividade. Eles não amam com o sentimento de posse sobre o outro, por isso não sentem ciúme. Para eles, o ciúme está ligado ao medo da perda.
MC Mas esse amor livre não poderia facilitar o abandono, aumentar a possibilidade da perda? Ou não seria uma forma de se proteger contra ela?
RNL Mas nesse tipo de relação livre não existe a possibilidade de ser trocado, porque as pessoas não precisam escolher. Veja, muitas pessoas são abandonadas, certo? Aposto que 100% delas viviam uma relação supostamente monogâmica. Ou seja, uma relação fechada não é garantia de que você nunca será abandonado. A vida toda nós fomos instruídos a dirigir nossa energia amorosa e sexual para uma pessoa só e é nisso que a gente se apega. Daí, se isso não dá certo, sofremos horrores. Sentimo-nos abandonados, jogados às traças. Mas, na verdade, o abandono acontece já nos primeiros segundos de vida. No momento em que saímos do útero da mãe, já vivemos o sentimento de falta. Aquele conforto e segurança, não teremos nunca mais. Por isso, crescemos tentando reeditar o que tínhamos no útero. E, com essa nossa cultura, a coisa fica ainda pior. Em vez de ensinar o ser humano a viver sozinho, a sociedade prega que é preciso achar alguém que o complete, sua alma gêmea. Isso é a ilusão do amor romântico.
MC Você acha que daqui a 40 ou 50 anos os casais monogâmicos serão minoria? Sofrerão preconceito?
RNL O que eu espero é que haja espaço para tudo, sem preconceitos. Não seria certo que a regra fosse “agora todo mundo vai ter de transar com todo mundo” e que os casais que optaram pela monogamia ficassem excluídos. O importante é que cada pessoa escolha sua forma de viver e não reproduza um modelo por inércia nem medo de sofrer preconceito.
MC A internet ajudou a acelerar essas transformações?
RNL Sem dúvida. Ali, tudo é permitido. Quando criaram os primeiros chats, eu fiquei louca para saber como era o sexo on-line. Em 1998, por pura curiosidade antropológica, passei alguns dias fazendo sexo virtual. Queria muito saber se era possível sentir prazer com uma pessoa a distância, e hoje sei que é. E eu não me masturbava, viu? Não conseguia digitar e me tocar ao mesmo tempo, mas quando acabava a transa me sentia exausta, satisfeita mesmo. Foi uma experiência muito legal.
MC Você já fingiu orgasmo?
RNL Ah, já. Há muito tempo. Devia ter uns 20 anos quando fiz isso pela última vez. Era uma garota ansiosa como tantas outras. Mas acho isso horrível. Sempre digo para minhas pacientes não fingirem, senão elas vão viciar o homem em um modelo errado, acostumá-lo a achar que orgasmo é algo fácil e corriqueiro. E não é! É uma maravilha que custa para ser alcançada. Isso está diretamente ligado à autoestima. A mulher que gosta de si não tem problemas em fazer o homem trabalhar mais e melhor para fazê-la gozar. Agora, a que sofre de baixa autoestima se sente constrangida e finge para acabar logo com isso...

Por Mayra Stachuk e Marina Caruso. Foto Chris von Ameln*
“É machismo pensar que só o homem tem de pagar a conta do motel ”
MC Quando garota, você não sonhava com o príncipe encantado?
RNL Não. E minha irmã dizia que eu tinha alma de homem, porque criticava o fato de ela ficar esperando o príncipe dela.
MC Feministas mais radicais não gostam que os homens paguem a conta. É o seu caso?
RNL Hoje eu pago, amanhã ele paga e depois dividimos. Prefiro assim. Cansei de ouvir mulher dizendo: “Ah, só me faltava essa: pagar motel!” ou “Não me incomodo de dividir restaurante, cinema, mas motel quem paga é ele”. Isso me revolta. Se os dois vão ter prazer, não há qualquer problema em dividir a conta. A mulher não é uma prostituta que está ali para servi-lo e por isso cabe a ele pagar por tudo.
MC Mas e se o homem quiser pagar? Qual o problema?
RNL A questão que eu quero colocar é chega de que “homem deve pagar a conta do motel simplesmente por ser homem”. As mulheres querem os benefícios da liberação feminina — tipo casar dez vezes, transar na primeira noite, ganhar bem —, mas não querem o ônus. Se os direitos são iguais, são iguais também os deveres. Isso é puro machismo! Não conheço homens que sustentem a mulher e não usem isso contra ela. O dinheiro confere poder, faz com que a gente se sinta superior. Tanto que eu, se só tivesse duas opções, sustentar ou ser sustentada, ficaria com a primeira. Deus me livre ter de pedir dinheiro para comprar minhas coisas (risos).
MC Condena o cavalheirismo?
RNL Não, mas sei que ele é uma herança da cultura patriarcal da Idade Média que se disfarça de gentileza para atestar a força masculina e a fragilidade feminina. Gentileza é uma via de mão dupla. A mulher também pode mandar flores, assim como o homem pode ser gentil cozinhando. É tudo convenção. Que tipo de homem deseja proteger uma mulher? Certamente não um que a veja como uma igual, mas aquele que se sente superior a ela.
MC Por isso o homem está em crise?
RNL Sem dúvida. Para os que não se libertaram do mito da masculinidade (ou seja, a maioria), as mulheres que combatem o cavalheirismo são uma afronta. Eles se sentem ameaçados, pois não conhecem outro papel senão o de guardiões, protetores. Para eles, essa mudança é muito nova. No século 19, o marido tinha o direito de bater na mulher com uma vara do tamanho do seu antebraço e da grossura do seu dedo médio. Parece piada, mas é verdade! Depois me perguntam se eu sou feminista. E dá para não ser? Só não é feminista quem quer continuar vendo a mulher ser oprimida.
MC A febre dos sex shops mudou o padrão dos relacionamentos?
RNL Não. Mas deveria. As mulheres, principais frequentadoras de butiques eróticas, ainda ficam tímidas. Compram, no máximo, pequenos artigos para se masturbar. Não para transar junto com o parceiro, porque os homens entram em competição e acham uma ofensa. Chega disso, gente (grita)! Temos de combater o preconceito pelo menos na hora da transa. O sexo com o parceiro e o vibrador ao mesmo tempo é fisiologicamente imbatível. Enquanto o parceiro cuida da penetração, o vibrador estimula o clitóris e o orgasmo é duplo, mil vezes mais intenso. Incomparavelmente melhor.
MC Você e o Flávio usam? Isso não é um problema para ele?
RNL Usamos, claro. O Flávio é superbem resolvido. Uma vez fomos à Praia da Pipa e, quando me dei conta de que tinha esquecido o vibrador, peguei um táxi e rodei Fortaleza inteira atrás de um sex shop. Comprei um novo, grandão. Para que vou me conformar com um orgasmo simples se posso ter um duplo?
MC O que é mais comum: que a pessoa sofra porque foi traída ou que ela sofra porque, depois de traída, foi abandonada?
RNL As pessoas morrem de medo do abandono, e o problema é justamente relacionar isso à traição. Uma coisa não tem a ver com a outra.
MC Nesse caso, estamos falando da traição simplesmente sexual. E quando ela é emocional, quando existe um envolvimento amoroso?
RNL Não usaria a palavra traição em nenhum desses casos. É pejorativo demais! Trair, para mim, é alguém estar comigo por algum interesse e não por amor. Relação extraconjugal não é traição, é a coisa mais banal que existe. As pessoas deveriam se preocupar em responder a duas perguntas: 1) me sinto amada?; 2) me sinto desejada? Se a resposta for sim para as duas, tenho certeza de que está tudo bem na relação. No fundo, isso é o que importa.
MC E se a resposta for não?
RNL Aí a questão não é ter ciúme ou ser traída. É se vale a pena continuar numa relação mesmo sem ser amada. Na minha opinião, quem não se sente amado deve partir para outra. Isso é vida. Tem pessoas infelicíssimas dentro do casamento, se agarrando como náufragos um na perna do outro só para não ficar só. Isso é uma fantasia.
foto: *Folhapress

sábado, 26 de novembro de 2011

Será mesmo que você é substituível ???


Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível". 

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. 

Ninguém ousa falar nada. 

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta? 

- Tenho sim. 

-E Beethoven ? 

- Como? - o encara o gestor confuso. 

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven? 

Silêncio.....

O funcionário fala então: 

- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. 

Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da "máquina"(organização) e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc... 

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.

Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências'. 

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso era instável , Caymmi preguiçoso ,Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ... 

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro . Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos. 

Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural , os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças. 

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.... Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível" 

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá! 


"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso." 

"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é..., e outras..., que vão gostar menos de você pelo mesmo motivo..., acostume-se a isso..., com muita personalidade , determinação e - se puder - paz de espírito...".
  
VOCÊ  É INSUBSTITUÍVEL  !!!!!!!!!



enviado por email pelo amigo Sidney Francisco
eca

sábado, 19 de novembro de 2011

Os dez mandamentos do Policial




Toda atividade profissional possui suas características, que expandem ou limitam os aspectos da vida daquele que se propõe a adotar determinada profissão. Neste sentido, a atividade policial é um dos ofícios que mais exige cuidado e adaptação da vida afetiva, familiar e cotidiana de seus adeptos. Por isso, resolvemos fazer um pequeno guia para aqueles que não são policiais entenderem essas limitações, e para os policiais que nos lêem reforçarem ideias que geralmente lhes são passadas desde o curso de formação.
Os Dez Mandamentos do Policial são ensinamentos para cuidar da integridade do policial e daqueles que se relacionam com ele fora ou durante o desempenho de sua atividade profissional:

Policiais que frequentam locais vulneráveis à incidência de crimes estão se dispondo a correr riscos que podem ter fins trágicos. É claro que as coisas podem ocorrer em qualquer local, porém, sabemos bem os bares, lanchonetes e outros estabelecimentos propícios à presença de pessoas envolvidas com o crime. Não é agradável sentar em uma mesa de bar ao lado de um suspeito preso em uma ocorrência por você próprio em outra ocasião. Por isso, independentemente do custo dos lugares que frequenta, procure sempre estabelecimentos onde a honestidade parece ser a característica de seu público.
Todos nós possuímos amigos, mas não necessariamente somos responsáveis pelas suas trajetórias. Assim, é perfeitamente possível que um amigo de infância enverede pelo ambiente do crime, e que passe a ter um estilo de vida incondizente com o que um policial pode admitir para sua própria segurança. Não se trata de “elitismo”, de ter amizades diferenciadas só por ter se tornado policial. Mas, no mínimo, é preciso estabelecer limites para alguns tipos de amigos – principalmente aqueles de ocasião.
Relacionamentos amorosos podem gerar sérios problemas para policiais, a depender de quem seja a pessoa com quem está se relacionando. Considerando o fato de que a atração amorosa não é controlada racionalmente, ou que este controle tem certos limites, é bem possível que um policial se envolva com pessoas que, por sua personalidade ou ambiente familiar e de amizades (e até por seus relacionamentos amorosos anteriores) sejam problemáticas para a convivência. Há casos em que esposas de policiais matam seus maridos por ter conseguido acesso a sua arma de fogo após uma discussão. Policiais que se relacionam com traficantes de drogas etc.
Um professor financeiramente descontrolado terá que dar aulas a mais para tentar voltar à estabilidade. Um policial, com arma de fogo à disposição e investido de sua condição profissional, com todas suas prerrogativas, terá tentações muito mais perversas para complementar sua renda. Certamente, esta não é a única fonte de corrupção de um policial, mas é imprescindível procurar gastar pouco para precisar de pouco, pois as soluções que aparecerão para seus problemas financeiros podem lhe gerar problemas judiciais e vitais. Mesmo com o geralmente parco salário, é preciso se manter na honestidade.
Nem sempre é possível estar observando tudo que está a sua volta. Existem momentos de relaxamento natural do corpo e do raciocínio. Mas o policial não pode se descuidar excessivamente, ou corre o risco de sofrer represálias em decorrência do seu exercício profissional. Se possui o hábito de portar arma de fogo, esta máxima é ainda mais pertinente. Entrou em um ônibus coletivo? Sentou em uma mesa de bar? Está sacando dinheiro no banco? Esteja sempre atento.
O policial geralmente se torna uma referência para a segurança da comunidade em que reside. Assalto nas proximidades? Pede ao policial para resolver. Arrombamento em uma casa? Chama o policial para entrar e ver se há alguém suspeito no interior da residência. Esta “utilidade”, porém, acaba levando o policial a se considerar um xerife de rua, uma espécie de ordenador abusivo de qualquer problema que surja em sua comunidade: algo que levará seus próprios vizinhos a se incomodarem com a postura. As “milícias” são uma extensão desse papel irregular de ditador exercido por um policial.
É comum ver policiais que se envolvem em ocorrências policiais fora de serviço como se de serviço estivessem – como se estivesse na companhia de uma guarnição, com rádio comunicador para requisitar apoio, fardado etc. Outros, fardados e de serviço, excedem suas competências e os limites legais, e abusam do poder que lhes é atribuído. Para ser policial é preciso exercer permanentemente a humildade e a discrição. A arrogância e a petulância podem ser fatais.
Pouca profissões são tão estressantes quanto a atividade profissional. Por isso, se dedicar ao trabalho policial sem ter atividades secundárias de relaxamento e diversão é um tiro no pé, que certamente trará problemas para a saúde. Participe de atividades sociais não policiais, leia livros, assista filmes, jogue futebol, viaje, enfim, pratique atividades que lhe façam se despir da condição formal e tensa que a polícia nos impõe.
É verdade que as polícias não treinam adequadamente seus policiais. Por isso, precisamos nos pronunciar sempre sobre estas carências, pressionar para que a zona de conforto dos responsáveis por dotar os policiais de treinamento não se extenda. Enquanto esta deficiência está ocorrendo, porém, é preciso não descuidar do preparo técnico, mesmo que isso gere custos particulares. Erra consigo mesmo quem não treina por “birra” com a polícia. Não é o governador que enfrentará situações de risco nas ruas. Estar apto para o serviço policial é diminuir os riscos de morte durante a atividade.
Uma coisa é querer fazer o mal. Outra é estar em um ambiente onde alguns elementos lhe levam a cometer um mal. Não são raras as ocasiões em que policiais tidos como pacíficos e moderados acabam se deixando levar pelas circunstâncias da ocorrência, se envolvendo com os fatos, e chegam a abusar do uso da força. O controle das emoções é um dos grandes desafios da atividade policial, e deve ser exercitado cotidianamente, sob pena do policial se tornar uma “bomba” a explodir suas emoções sempre que se depara com ocorrências provocativas.