quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Sgt Barbosa apresentou denúncia contra o Coronel Corregedor da Polícia Militar de Minas Gerais

* José Luiz Barbosa 


"Em 17 de outubro do corrente ano, por forças alheias a minha vontade, encerrei precocemente minha carreira como 2º Sgt da Polícia Militar de Minas Gerais, para minha tristeza e felicidade de minha família", depois de sofrer perseguição, intimidação, retaliação por ter adotado como filosofia de vida e profissional, a luta contra as injustiças, abusos, desmandos e arbitrariedades, dos quais muitos mesmos denunciados, jamais foram apurados ou tiveram seus autores responsabilizados." 

"Podem até me matar", mas jamais me calarão, podem arrancar minha gradução, mas os vencimentos para sustento de minha família não conseguiram, e minha dignidade lutarei por ela até cair de joelhos, e nunca me farão recuar, acovardar e desistir de lutar por justiça e tratamento humano, justo e cidadão para policiais e bombeiros militares, principalmente dos oprimidos, fracos e injustiçados, pois estas são as premissas que escolhi como filosofia de vida, desde meu ingresso nas fileiras da Polícia Militar nos idos da década de 80.

Com estas afirmações inicei a participação na audiência pública da comissão de direitos humanos da Assembléia legislativa de Minas Gerais, para discutir violação de direitos e garantias fundamentais, da qual é vítima um Capitão PM acusado em processo administrativo disciplinar, e para denunciar violação ao direito de expressão e opinião em face do Cel PM Hebert Fernandes Souto Silva, corregedor da Polícia Militar.

É vergonhoso ainda termos que admitir em pleno estado democrático de direito, que a Polícia Militar aja como se estivesse em um estado de exceção, em que as violações de direitos são a regra e não exceção, e para agravar a violação, sua motivação começa quando se luta de modo firme e intransigente pelo direito de exercer direitos, e num passe de mágica, de postulante a direito transmuta-se em inimigos e recalcitrantes, assumindo a condição de supostos infratores da disciplina e da arcaica e ultrapassada legislação penal militar, exatamente por contrariar a lógica reinante, que contraria interesses que segundo a doutrina militar que vigora nas hostes hierárquicas superiores estariam enfraquecendo a disciplina e a hierárquia e possibilitando a impunidade administrativa.

Entretanto, olvidam sem nenhum constrangimento a inalienável condição e status jurídico do cidadão policial militar, que mesmo tendo diferentes sujeições e obrigações questionáveis constitucionalmente, nenhum governo desde a redemocratização  decidiu enfrentar, abolir e revisar o ordenamento jurídico caduco e autoritário, pois assim perde-se também o poder de dominação e manipulação para atender seus interesses em detrimento dos interesses da cidadania e do respeito a dignidade humana, fundamentos indissociáveis de uma polícia cidadã e de uma segurança pública efetiva, eficaz e democrática. 

E afirmo sem nenhuma dúvida, que todo este estado de abuso de poder e desrespeito aos mais elementares direitos e garantias fundamentais tem sua estréia, no exato momento que o policial e bombeiro militar, em especial os praças, decidem lutar e reivindicar seus direitos, o que na cultura institucional é uma afronta e verdadeiro atentado a ordem estabelecida, não contra a hierárquia e disciplina, mas em desfavor da administração pública militar, ou de determinados grupos que se apropriam do poder dispondo-o como sua propriedade privada e exclusiva, o que invariávelmente desagua em desvios, abusos e excessos.

Infelizmente apesar de estarmos em um regime republicando, sob égide de um governo democrático regido pelo estado democrático de direito, as Polícias e Corpos de Bombeiros Militares, órgãos inseridos no sistema de segurança pública e capitulados no art. 144 da Carta Magna, são instituições que mais se assemelham a uma ilha isolada, inacessível e inespúlguinavel a seus princípios fundamentadores, fortemente protegida e vigiada pelos detentores do poder hierárquico na estrutura militarizada do falido sistema de segurança pública.

Na audiência pública, mais uma vez se confirmou o que todos sabemos, que há muitas e recorrentes violações de direitos sendo cometidas no interior dos quartéis, sob o manto da hierárquica e tendo como pano de fundo a disciplina, dois princípios que pela sua importância não se compatibilizam com nenhuma transgressão ou infração ao exercício de direitos, verdade pouco compreendida ou deliberamente ignorada pelos comandos das Polícias e Corpos de Bombeiros Militares de todos os entes da federação, e que para sua confirmação basta uma breve pesquisa e consulta a centenas de blogs que atualmente compõem a blogosfera policial.

Vimos, ouvimos e testemunhamos o que muitos estão cansados de sofrer e sentir, mas que ainda temem ou se silenciam para evitarem serem também novas vítimas do dissimulado sistema de opressão, perseguição e retaliação que voltam suas armas ocultas aos que insistem em reivindicar e lutar por seus direitos, e que quase sempre se vale de estratégias e medidas que foram aplicadas no regime de excessão, que é por demais conhecido de militantes e ativistas de direitos e garantias fundamentais e dos direitos humanos, e dos que se postam na defesa do elementar direito a palavra, que se consubstancia no direito humano e constitucional à livre expressão da opinião e do pensamento, de que o Brasil é signatário em tratados e declarações internacionais.

Não há nem de longe no sistema disciplinar castrense a aplicação do princípio da igualdade e da isônomia entre oficiais e praças, o que somente é aplicado quando ambos estão sendo acusados do mesmo crime ou transgressão disciplinar, em que se um for polpado ou inocentado o outro fatalmente também será na mesma proporção e intensidade, tudo em nome de um corporatismo deléterio para manutenção e preservação do status quo vigente, a depender do trânsito e do poder de influência do acusado "oficial," pois caso seja um ou tenha se tornado um "inconveniente" para a cúpula da instituição, o rigor excessivo será a viga mestra da repressão penal e disciplinar.

Mas quanto a denúncia que foi publicamente apresentada a comissão de direitos humanos, e que esperamos prudentemente para leva-lá ao domínio público, trata-se da publicação do artigo com o título "Promoção na Carreira Policial Militar, cultura organizacional, avaliativa e influência política", que foi interpretado como crítica indevida e causou aborrecimento e irritação a alguns que estacionaram no regime de exceção, sendo objeto de sindicância regular, para possível punição disciplinar e certamente indiciamento em processo crime.

As investidas da corregedoria da Polícia Militar somente não obtiveram êxito, pelo manejo correto e jurídico dos instrumentos e órgãos de defesa dos direitos humanos, dentre estes destacam-se, a coordenadoria de direitos humanos do Ministério Público,  comissão de direitos humanos da câmara federal, conselho estadual de direitos humanos, secretaria nacional de direitos humanos da presidência da república, e comissão de direitos humanos da assembléia legislativa de Minas Gerais, órgãos ainda isentos das malfadadas e ilegais assessorias militares, com assento de oficiais para zelar pelos interesses do Comando das instituições militares.

Passados no entanto, quase um ano, nenhuma medida saneadora e restauradora ainda não haviam sido executadas, até que a coordenadoria de direitos humanos do MP, se manifestou e encaminhou para a Justiça Militar, a denúncia com pedido de instauração de inquerito policial militar - IPM -, em face do Coronel corregedor, que atualmente está sob jurisdição da 3ª Auditoria da Justiça Militar, ainda sim já passados mais de dois meses até o momento não houve nenhuma publicação de portaria, o que nos forçou mais uma vez a levar a denúncia para o forúm competente para acionar e e exigir a adoção das medidas, o que sabemos trata-se de estratégia para livrar-se da responsabilização ou até de tempo para preparar a defesa e atacar e desqualificar a denúncia.

Mas não descansaremos até que a justiça seja aplicada ao caso, pois sabemos que não há liberdade de opinião e expressão do pensamento nos quartéis, e tal violação não pode ser mais admitida em tempos de democracia, ainda mais para os profissionais que tem como dever a defesa, promoção e proteção dos direitos e garantias fundamentais e humanos dos cidadãos, porque somente assim alcançaremos a cidadania plena que é o fundamento da atividade policial.

E para que não paire dúvidas e incertezas, na própria audiência pública, requeremos que a denúncia apresentada seja encaminhada a organização interamericana de direitos humanos, pois é um órgão livre de interferências e influências de terceiros, e que pode avaliar com mais profundidade a gravidade da violação do direito de opinião e expressão sob a ótica dos direitos humanos, que estão consignados em declarações e tratados internacionais que dispõem sobre tais garantias.

Esclareço que o artigo continua no arquivo do blog, e com certeza os que acessarem poderão comprovar que quando se ousa expressar a verdade no âmbito das instituições militares de segurança pública, de bons e leais profissionais, somos rotulados e estigmatizados como indisciplinados,  insubordinados, subversivos e inimigos da instituição que juramos honrar e em cujo nome muitas vezes tombamos no cumprimento do dever.

Aos que pensavam que os revezes e perseguições articuladas e tratadas muitas vezes a portas fechadas, poderiam me fazer sucumbir, se enganaram, e seguirei cumprindo o dever de denunciar todo ato que se constitua em impedimento,  e dificulte, ou restrinja o exercício de direitos, pois não quero ser julgado pela consciência, e acredito inabalavelmente que a verdade sempre prevalecerá, não importa o tempo que para isto seja necessário.

Sei também que é muito dificil romper com o silêncio, mas somente denunciando e exigindo respeito aos direitos e garantias fundamentais insculpidos na Constituição Federal, poderemos ser atores e agentes das mudanças que desejamos e queremos e que são exigências impostergáveis do estado democrático de direito.

Portanto, é importante que cada um assuma seu dever e exerça sem temor, medo e covardia seus direitos e jamais se omita quando um seu semelhante e igual esteja sendo vítima de abuso de poder e arbitrariedades, que se tornaram comuns e parte de uma cultura e doutrina implantada e ainda não superada na vida da caserna.
  
Queremos, desejamos, e lutaremos até o fim, por uma instituição democrática, e que possa estar perfeitamente enquadrada no estado de direito, e onde vigore o império do direito, e não o império da força, da vingança e da vaidade, em que o poder se transformou em mercadoria a ser disputada com todos os meios, não importando se para isto outros tenham que sofrer as consequencias e efeitos desta luta insana e sem nenhum balizador ético que possa impor-lhe limites.

* Presidente da Associação Mineira de Defesa e Promoção da Cidadania e Dignidade, bacharel em direito, ativista de direitos e garantias fundamentais, Sgt PM.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Relacionamento


Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos (relacionamentos) são de dois tipos: há os casamentos do tipo Tênis e há os casamentos do tipo Frescobol.
Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam mal. Os casamentos do tipo Frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa. Explico-me.

Para começar, uma afirmação de Nietzche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: "Ao pensar sobre a possibilidade do casamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta:
"Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até sua velhice?"
Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.

Sherezade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, e terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O Império dos
Sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, Sherezade o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da
eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. 

E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes. Fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo:
"Eu te amo". Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, eu te amo não quer dizer mais nada". É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia 
Prado: "Erótica é a alma". 
Tênis é um jogo feroz. O objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: O outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, é justamente para aí que ele vai dirigir sua cortada. Palavra muito sugestiva - que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

Frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra. O erro de um, no frescobol, é um acidente lamentável que não deveria ter acontecido. E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...

A bola: são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho prá lá, sonho prá cá.... 
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão.. O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. 

O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres ao vento. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha, para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para
que o jogo nunca tenha fim..
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Rubem Alves
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A história do lápis

O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.
“Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade”.
“Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas lhe farão ser uma pessoa melhor”.
“Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça”.
“Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você”.
“Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação”.

Paulo Coelho
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Como se forma um paradigma?

“ Um grupo de cientistas colocou cinco macacos em uma gaiola e, no meio desta, uma escada com bananas em cima. Toda vez que um dos macacos começava na subir a escada, um dispositivo automático fazia jorrar água gelada sobre os demais macacos.
Passado certo tempo, toda vez que qualquer dos macacos esboçava um início de subida na escada, os demais o espancavam (evitando assim a água gelada).  Obviamente, após certo tempo, nenhum dos macacos se arriscava a subir a escada, apesar da tentação.
Os cientistas decidiram então substituir um dos macacos. A primeira coisa que o macaco novo fez foi tentar subir na escada. Imediatamente os demais começaram a espancá-lo. Após várias surras o novo membro dessa comunidade aprendeu a não subir na escada, embora jamais soubesse por que.
Um segundo macaco foi substituído e ocorreu com ele o mesmo que com o primeiro. O primeiro macaco que havia sido substituído participou, juntamente com os demais, do espancamento.
Um terceiro macaco foi trocado e o mesmo (espancamento, etc) foi repetido. Um quarto e o quinto macaco foram trocados, um de cada vez, com intervalos adequados, repetindo-se os espancamentos dos novatos quando de suas tentativas para subir na escada.
O que sobrou foi um grupo de cinco macacos que, embora nunca tenham recebido um chuveiro frio, continuavam a espancar todo macaco que tentasse subir na escada.
Se fosse possível conversar com os macacos e perguntar-lhes por que espancavam os que tentavam subir na escada … Aposto que a resposta seria:
“Eu não sei. Essa é a forma como as coisas são feitas por aqui.”
Isso, ou esse comportamento, essa resposta, não te parecem familiar?”
 +++

Desconheço a autoria deste texto, mas ele cita perfeitamente  nossa vida pessoal e profissional convivendo com paradigmas, resistência a mudanças culturais.
A falta de questionamento de determinada cultura seja ela pessoal ou profissional forma uma resistência as mudanças tanto do escalão superior de uma empresa quanto dos subordinados desta.











paradigma
[Do gr. parádeigma, pelo lat. tard. paradigma.]
Substantivo masculino.
1.Modelo, padrão, estalão:
“D. Luís de Meneses .... parece constituir o paradigma da síntese ideal .... entre a coragem militar e o academismo cultural.” (Antônio José Saraiva e Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, pp. 455-456).
2.Termo com o qual Thomas Kuhn (v. kuhniano) designou as realizações científicas (p. ex., a dinâmica de Newton ou a química de Lavoisier) que geram modelos que, por período mais ou menos longo e de modo mais ou menos explícito, orientam o desenvolvimento posterior das pesquisas exclusivamente na busca da solução para os problemas por elas suscitados.
3.E. Ling. Conjunto de formas flexionais de uma palavra.
4.E. Ling. Modelo para a flexão de uma dada classe de elementos: o verbo amar serve de paradigma à primeira conjugação. [V. conjugação e declinação.]
5.E. Ling. Conjunto de elementos lingüísticos que podem ocorrer nos mesmos ambientes. [Cf. sintagma.]

Paradigma defectivo. 1. E. Ling. Paradigma (3) a que faltam formas, como ocorre com os verbos defectivos portugueses.

 Dicionário Aurélio

 

 

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sobre o Blog

Freqüentemente sou questionado por amigos  e leitores sobre as postagens de meu blog. Questionam o porquê de postar mensagens de outros autores ou sem autoria. O fato é que possuo alguns textos “engavetados” e por enquanto acho viável não postá-los,  pois certamente despertaria a inveja, a vaidade e o orgulho de muitos. Vocês não têm noção de como esses três substantivos perseguem alguns blogueiros.
A situação complica ainda mais quando a incompetência vem camuflada por precedência e hierarquia. Já disse: o fato de alguém ter precedência sobre outrem, não significa que seja competente. Principalmente da vida profissional sendo pública ou privada.
Esse blog, como os demais é “monitorado” muito mais do que “bocas de fumo” e outros criminosos que realmente deveriam ser monitorados.Sempre vejo amigos blogueiros serem alvos de perseguição, mesmo de forma “velada”, por exporem sua liberdade de expressão. Burlam o sistema e procuram intimidar os blogueiros que levam ate os leitores a realidade das informações, sem máscaras. Tal intimidação vem seguida de ameaças de transferências (quando se trata de funcionário público e em acionamentos junto a justiça que a priori não  está dando conta do seu serviço básico, o que dirá então fazer o judiciário parar para dar “atenção” a picuinhas de quem não consegue encarar a verdade e a realidade? A pressão maior dar-se-a contra os blogueiros militares que desde sua inserção na caserna é intimidado a não ponderar, e seu único direito é ouvir e sentir calado as arbitrariedades impostas.
O pós 1997 veio incluir em nosso dicionário militar a palavra democracia e em 2002 os postulados constitucionais da ampla defesa e contraditório também foram condensados. Os militares  meus amigos ainda estão longe de terem sua liberdade de expressão prevista na Carta Magna. O que escrevemos e falamos, depende da interpretação que muitas vezes é tida como afronta à “arrogância” de quem a vê e não da instituição, que não raras vezes utilizam sua “competência” para imprensá-lo, mastigá-lo, trucidá-lo com os tão conhecidos poderes da frase: “tendo chegado ao meu conhecimento”, gerando um processo administrativo e criminal eivado de ira, revolta, inveja e interesse pessoal nas costas do militar que desde aquele momento já se encontra condenado pois  a vontade de punir fala mais alto que a vontade de se fazer justiça.
A lei da mordaça nos atinge, nos colocam rédeas. Somos limitados, não por falta de intelecto, mas porque os senhores donos dos feudos nos limitam.. Trabalhamos em prol do ego dos senhores de engenho, patrões dos canaviais e dos cafezais de nossa república “democrática”.
Ainda bem que temos alguns “rebeldes” do nosso lado: Barbosa’s(www.politicacidadaniaedignidade.blogspot.com),Júlio’s(www.blogdocabojulio.blogspot.com),Rodrigues(www.sargentorodrigues.com.br)Gonzaga’s(www.aspra.org.br/)Cláudio’s(www.caboclaudiodias.blogspot.com)Assunção(www.capitaoassumcao.com)Mendonça’s(www.ascobom.org.br),Renata’s(www.renataaspra.blogspot.com)Fernando’s(cabofernandodareserva.blogspot.com) e muitos outros que “gritam” e se expõem em prol de uma classe que os reconhecerão pela eternidade.
Ah! Nobres amigos! Oxalá pudesse postar todos os  textos na íntegra, sem  ocultar a autoria dos textos e das postagens...

Autoria desconhecida
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